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Checklist para redação web: confira se seu conteúdo está pronto para ir ao ar

Um dos maiores inimigos dos freelancers que optam por viver — e, hoje em dia, sobreviver — da redação web é ela: a pressa! Quem acaba cedendo à correria na hora de encarar toda e qualquer tarefa, volta e meia compromete alguma fase do trabalho, seja a pesquisa de referências, a redação propriamente dita ou, na maioria dos casos, a revisão final.

Um dos maiores inimigos dos freelancers que optam por viver — e, hoje em dia, sobreviver — da redação web é ela: a pressa! Quem acaba cedendo à correria na hora de encarar toda e qualquer tarefa, volta e meia compromete alguma fase do trabalho, seja a pesquisa de referências, a redação propriamente dita ou, na maioria dos casos, a revisão final.

Na ansiedade para começar outra tarefa e, eventualmente, encher o bolso no fim do mês (porque não tá fácil pra ninguém, né?), até os melhores redatores costumam negligenciar a revisão do texto que terminam de escrever, relegando ao editor ou ao revisor de ofício a dura missão de corrigir errinhos de gramática e, não raro, encontrar alguma coesão naqueles blocos de frases soltas.

Bom, se não tem jeito de aliviar o corre-corre que parece ser inerente a essa profissão de redator web, este artigo vai te ajudar a formular uma checklist básica para que você confira, com mais facilidade, se o seu conteúdo está prontinho para ganhar a internet. Vamos lá?

Formatação: o texto está equilibrado?

Pense no texto como um organismo vivo, com cabeça, tronco e pés. Agora imagine um texto sem cabeça, com o tronco atrofiado e os pés esticados. Estranho, não?

Pois é! Por isso o primeiro item da checklist é simplesmente analisar a formatação do texto. Os parágrafos estão bem divididos? Há pelo menos 3 intertítulos, em destaque, separando os assuntos no desenvolvimento? O parágrafo da conclusão tem um tamanho satisfatório, compatível com a introdução? E a introdução,é grande ou pequena demais?

Ao observar esses itens estéticos e visuais, ficará bem mais fácil editar as informações, pode apostar.

Coesão e coerência: você leria seu próprio conteúdo?

Não se engane: se você está escrevendo, é porque outra pessoa irá ler! Logo, coloque-se no lugar do leitor e reflita se o conteúdo que redigiu faz sentido e está atraente o suficiente para estimulá-lo a chegar até o fim.

Se, independentemente do assunto, estiver um porre, com parágrafos hipertrofiados, frases desconexas, informações inapropriadas e assuntos que parecem pular de paraquedas no texto, melhor é ter misericórdia do leitor e reescrever, sempre com o foco na linguagem da persona.

Acertando a gramática

Se você rapidamente chegou ao item 3 da checklist, é sinal de que fez um bom trabalho. Parabéns!

Com um texto bem formatado e que faz sentido para a persona (e, óbvio, para você), é hora de passar a limpo a boa e velha gramática… Aí, não há segredo: ainda que você seja um mestre em ortografia, é bom ficar com o pé atrás em relação a vírgulas que somem ou aparecem no meio de uma oração sem serem chamadas, aos erros de digitação que adoram boicotar os redatores estressados e, principalmente, às peças pregadas pelas concordâncias verbais e nominais.

Uma boa dica para conseguir captar melhor os possíveis erros simples de gramática ou de digitação é deixar para fazer a revisão do texto depois de ter feito outra tarefa após o término do texto. Assim, quando você visualizar o texto novamente, será mais fácil identificar algum errinho que tenha passado despercebido.

Todo título é uma promessa

O propósito de um título é fazer a primeira frase do texto ser lida. Para chamar a atenção do seu leitor, faça uma promessa no título do seu artigo. O que a pessoa que ler este texto vai aprender? Como o assunto que você vai tratar pode impactar a vida do leitor?

O conteúdo de um artigo existe para cumprir a promessa feita no título. Ninguém gosta de ser enganado. Quando você promete abordar um assunto no seu título e não o desenvolve com sucesso o seu leitor vai se sentir traído. Receita certa para perder audiência.

Todo artigo deve ter introdução, desenvolvimento e conclusão

A estrutura simples de introdução, desenvolvimento e conclusão ainda existe por um motivo: ela funciona. Sempre que estiver em dúvida sobre como estruturar o seu texto volte nesta formula básica e não se arrependerá.

A sua introdução é o gancho que vai prender o leitor ao resto do texto. Na web cada usuário está a um click de deixar a sua página e você não pode perdê-lo. Comece o seu artigo mostrando como o conteúdo do seu artigo se relaciona a vida do seu leitor.

Desenvolva o artigo de forma a apresentar a sua visão sobre o assunto para o seu leitor. Nunca se esqueça de que o público não quer ler “apenas mais um texto”. Ele quer gastar o seu tempo lendo um material que realmente vá acrescentar algo a sua vida. Por isso, dê sempre o seu toque e o seu posicionamento (desde que o pitch dê abertura para isto, ok?).

Um ponto que diferencia o artigo para web é a importância de trazer um “Call to Action” na sua conclusão. Isto envolve uma frase que chame o seu leitor a fazer uma ação específica. Seja comentar no artigo, baixar um ebook ou comprar um produto.

De olho na otimização

Se seu texto cumpriu todos os requisitos necessários para se transformar num artigo minimamente prazeroso para o público-alvo, o momento agora é de otimizá-lo para que ele sirva como uma peça importante dentro da engrenagem do marketing de conteúdo e seja bem posicionado. Veja só:

  • Confira se as palavras-chave, bem como suas variações do tipo “cauda-longa”, foram devidamente usadas, cerca de 5 vezes, ao longo do texto, e em pelo menos um dos intertítulos;
  • Prefira frases mais curtas, que facilitem o entendimento do leitor sobre o que você está querendo transmitir;
  • Intertítulos tornam o texto escaneável, ajudam a manter a atenção do leitor e a estruturar o material. Na web seus leitores vão “passar o olho” pelo seu artigo antes de ler para julgar se vale a pena o esforço. Uma parede de texto sem divisão certamente será recusada neste momento;
  • Cheque o link building: os links que o cliente gostaria de incluir no texto ou que você acredita serem importantes para complementar ou embasar algum trecho do artigo. Ah, e não se esqueça de checar se os blog posts estão adequadamente linkados a seus respectivos textos âncoras;
  • O CTA (Call To Action) está redigido conforme manda o briefing, na fase do funil correta? O texto é apenas uma chamada para comentários na página ou faz a propaganda deliberada de algum serviço ou produto?      

O tamanho do texto é o que foi pedido no pitch?

No marketing digital, tamanho é documento! O número de palavras do texto, obrigatoriamente incluso em todo pitch, interfere diretamente em toda a estratégia de atração e conversão, portanto, não pode ser mudado ao bel-prazer do redator.

É simples: se a tarefa demanda 500 palavras, não entregue 800 ou 400. No primeiro caso, talvez você tenha sido prolixo demais, e, no segundo, possivelmente você não conseguiu desenvolver o assunto. Em ambos, você deixou de atender à estratégia e ao planejamento de conteúdo do cliente. Fique ligado na padronização básica utilizada na Rock Content:

  • E-books: (de 2000 a 3000 palavras) – material rico com conteúdo mais denso, com introdução, conclusão e capítulos que abordam diversos ângulos de determinado tema;
  • Posts de 1000 palavras – artigos mais complexos, que exploram um pouco mais sobre determinados temas;
  • Posts de 500 palavras – posts que focam um assunto específico, sem esgotar os enfoques.

Copyright

Plágio é uma prática condenável na redação web, não há discussão quanto a isso. A não ser que você tenha citado frases de alguma personalidade no seu texto, de preferência entre aspas, softwares de proteção aos direitos autorais estão prontos para alertar quanto a qualquer tipo de cópia.

Ou seja, se é que já passou pela sua cabeça atingir aquelas 1000 palavras com um parágrafo surrupiado do seu blog preferido, desista antes de ser desmascarado e colocar sua reputação de redator web em risco, beleza?   

Se for seguida a contento, essa checklist certamente irá agilizar seu trabalho e reduzirá as chances de erros e o famigerado retrabalho. Porém, só a prática diária da redação fará com que você desenvolva a técnica que consiste em escrever já pensando na edição, deixando pouca coisa para ser realmente corrigida na revisão final.

Como diria Carlos Drummond de Andrade, “escrever é a arte de cortar palavras”, mas como naquela época o nosso poeta maior não tinha que entregar artigos de 1000 palavras a toque de caixa, é fundamental que nós, meros mortais, tenhamos sempre um plano B na manga, né?

E você, curtiu as nossas dicas ou costuma se embolar todo na hora da revisão final? Conta pra gente aí embaixo o que achou do artigo e nos ajude a enriquecer essa checklist!