Por que priorizar um conteúdo barato pode ser um grande erro?

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Como é a produção de conteúdo nas organizações, corporações e startups? Hoje, mesmo percebendo a importância que o marketing de conteúdo tem para as vendas, muitos gestores de marketing e donos de negócios erram ao pautar a sua produção de conteúdo pelo custo.

Assim, em vez de aprofundar em como utilizar o conteúdo para potencializar o lucro de uma empresa, muitas organizações preferem fazer apenas o “feijão com arroz”, sem exatamente entender como extrair o máximo dessa prática.

Logo, se você não enxerga valor em uma coisa, não vai querer pagar caro por ela, não é mesmo? E assim começa o ciclo de compra de conteúdos a custos mínimos, algo que pode custar muito caro para um negócio.

Por que o conteúdo barato é tão prejudicial? Quais podem ser as consequências disso? Veja:

Conteúdo barato pode ter custos não esperados

Existem várias consequências para a priorização de conteúdos baratos. No mercado de redação para a web, há muitas ofertas desse tipo de serviço, que acabam atraindo clientes devido aos (aparentes) baixos custos de produção.

Mas, não se engane. Por mais barato que seja o valor do serviço, existem perdas muitas vezes difíceis de quantificar, mas altamente prejudiciais. Confira as principais delas:

Revisão

Conteúdo barato exige mais revisão, isso é inegável. Normalmente, o serviço de revisão nem mesmo faz parte da rotina desses produtores de conteúdo.

Por isso, prepare-se para gastar tempo, energia e habilidade na correção de erros gramaticais e ortográficos. Caso contrário, um texto publicado sem revisão pode manchar a imagem de um blog.

Refação

Muitas vezes, não há salvação: o texto tem que ser refeito. Se esse custo é previsto durante a contratação, menos mal.

No entanto, não há garantias de que o novo texto a ser refeito será de qualidade. Ao contrário, o conteúdo costuma seguir um mesmo padrão, até porque esses redatores têm pouco estímulo para escrever textos melhores.

Inadequação para sua persona

Se um texto está bem escrito e atende às exigências da pauta inicial, ainda assim ele pode ser inadequado para os fins aos quais ele se propõe.

A principal forma com que isso ocorre na prática é a inadequação em relação à persona, que deve ser observada antes mesmo de as primeiras linhas do texto serem escritas. Não adianta um texto ser bem escrito se ele não será relevante para o público da postagem.

Pouco proveito de SEO

Técnicas de SEO são cada vez mais importantes para boas estratégias de marketing de conteúdo. Além disso, com as constantes atualizações dos algoritmos de busca, certas práticas podem atrapalhar mais do que ajudar.

Infelizmente, produtores de conteúdo que não usam ou fazem má prática desses recursos de SEO estão espalhados no mercado, fazendo a contratação de conteúdos baratos ser um desperdício de dinheiro, tempo e energia na alimentação de um blog.

Perda de confiança e autoridade entre consumidores

Esse é, talvez, o principal prejuízo decorrente da contratação de conteúdos baratos. Todos esses custos mencionados anteriormente, com o tempo, acabam acarretando a perda de confiança e autoridade online em relação aos consumidores e ao público-alvo de um blog.

Pouco a pouco, leitores são afastados por erros gramaticais, uso inadequado do tom de linguagem, pouca ligação com outras postagens relevantes, entre outros erros na elaboração de um conteúdo. Por isso, não se engane: há gastos ocultos na contratação de conteúdos baratos!

Contratar redatores black hat é arriscado

Você já ouviu falar sobre redatores black hat? Essa expressão, na verdade, reúne um conjunto de estratégias que visa a burlar os atuais mecanismos de rankeamento, como forma de “cortar caminho” na corrida pela geração de tráfego em um site.

Há redatores que prometem isso online, como uma espécie de fórmula mágica e instantânea para o sucesso de um blog.

No entanto, as consequências podem ser desastrosas: queda de posições no ranqueamento de mecanismos de busca orgânica, restrição no posicionamento de novos conteúdos e até mesmo banimento de algumas ferramentas de busca.

Se você ainda não entendeu muito bem, conheça com detalhes mais razões pelas quais você deve fugir das práticas de black hat SEO.

Realizar traduções ilícitas e plágio tem consequências jurídicas

Se uma empresa contrata um redator para a produção de conteúdo, uma das principais expectativas é que os textos desenvolvidos sejam originais. Afinal, falta de originalidade é um dos 9 principais erros que um freelancer pode cometer.

Caso contrário, é possível a configuração de plágio, que é uma violação a um direito autoral. Isso pode ocorrer não apenas por meio da cópia literal de posts, ou de trechos de posts, como também por meio da tradução não autorizada de conteúdos.

Quais as consequências disso? A pessoa que publica conteúdos plagiados ou não autorizados pode ser judicialmente acionada por desrespeito às leis de direito autoral no Brasil.

Nesse caso, acaba-se tendo que enfrentar batalhas judiciais e indenizações por danos materiais e morais! E, convenhamos, essas não devem ser preocupações com as quais um empreendedor deseja lidar, não é mesmo?

Produção de conteúdo por robôs ainda não é eficaz

Sim, cada vez mais é possível encontrar promessas de conteúdos produzidos por robôs online. Afinal, essa também é uma maneira de reduzir custos.

No entanto, conteúdos automatizados também contêm problemas: erros gramaticais frequentes, pouca profundidade intelectual, falta de adequação de linguagem, clichês e tautologias.

Ou seja, é um conteúdo que também acarreta custos, como aqueles descritos no início deste post.

Para evitar a perda de originalidade: evergreen

Uma das formas de evitar a perda de originalidade dos conteúdos produzidos para blogs é justamente a técnica evergreen.

Esse conceito remete a conteúdos que não são apenas notícias sobre fatos e novidades. Ao contrário, dizem respeito a informações relevantes sobre um determinado tema, independentemente da data de postagem.

Por exemplo, se um novo leitor deste blog acessar este post em alguns meses, provavelmente verá bastante valor nas informações do texto. Isso ocorre, principalmente, se elas forem atualizadas com frequência. É um conteúdo que não envelhece, que mantém suas propriedades naturais.

Conteúdos baratos não têm essa preocupação. Sua produção visa a atender demandas de curto prazo e muito específicas, normalmente sem muitas preocupações em termos de qualidade, relevância e atualização.

Conteúdo é investimento, não é despesa

A lição final que podemos extrair de toda essa discussão é que contratar a produção de conteúdo, independentemente da área de atuação, é um investimento, não um gasto.

Se você faz um mau investimento, provavelmente não conseguirá colher bons frutos no futuro. Ao contrário, se realizar investimentos estratégicos e inteligentes, terá ótimos resultados.

Essa lógica pode ser aplicada à produção de conteúdo. Pode até parecer clichê, mas não deixa de ser verdade: o barato pode sair caro. Imagine perder toda a autoridade adquirida online, a confiança de seus consumidores e o próprio dinheiro gasto com a produção desse tipo de conteúdo

Por essas razões, procure encarar o marketing digital como uma estratégia de médio e longo prazo, um verdadeiro investimento.

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