expressões idiomáticas

169 expressões idiomáticas que você precisa aprender a usar agora mesmo!

Você sente que o seu texto precisa de algo para encher os olhos do leitor, mas não consegue identificar o que, exatamente, tanto falta? Talvez a resposta esteja nas expressões idiomáticas, um recurso linguístico que pode ajudar qualquer conteúdo fraquinho a dar a volta por cima.

Você sente que o seu texto precisa de algo para encher os olhos do leitor, mas não consegue identificar o que, exatamente, tanto falta? Talvez a resposta esteja nas expressões idiomáticas, um recurso linguístico que pode ajudar qualquer conteúdo fraquinho a dar a volta por cima.

Se você não quer abrir mão do seu material, leia este post. Nas próximas linhas, nós vamos explicar o que são as expressões idiomáticas e mostrar de que maneira você pode adotá-las em sua redação (assim como fizemos muitas vezes nesses 2 parágrafos!).

Chegou a hora de arregaçar as mangas, partir para a leitura e botar para quebrar! Vamos lá?

O que são expressões idiomáticas

As expressões idiomáticas são frases que ganharam um significado diferente daquele que deveriam ter caso fossem lidas de maneira literal ou se as suas palavras fossem avaliadas separadamente. Por isso, a sua interpretação deve ser feita de maneira geral, sem ter que observar cada elemento que compõe a sentença.

Você pode até não perceber, mas usamos as expressões idiomáticas a todo instante: nas conversas, nos jornais, nas revistas, nos programas de rádio e de televisão, nos livros, nas músicas, nos filmes…

Isso quer dizer que elas não se restringem a situações específicas, muito menos a grupos sociais. As expressões idiomáticas são uma parte muito importante da comunicação escrita e falada, tanto formal quanto informal.

Por que usar expressões idiomáticas

O motivo que nos leva a usar expressões idiomáticas é o desejo de acrescentar algo nas mensagens, um elemento que a linguagem “convencional” nem sempre é capaz de oferecer.

Acontece que, na prática, as expressões idiomáticas têm o poder de:

  • dar força a uma frase;
  • acrescentar sutileza a uma sentença;
  • enfatizar a intensidade dos nossos sentimentos;
  • adicionar humor ou ironia ao que escrevemos ou dissemos.

Exemplos de expressões idiomáticas

Agora que você já sabe o que é são as expressões idiomáticas e para o que elas servem, pode, finalmente, conhecer as principais frases desse tipo que são usadas em nossa língua. Confira, a seguir, uma lista com 169 expressões bastante recorrentes no português:

  1. A céu aberto: ao ar livre
  2. Abandonar o barco: desistir de uma situação difícil
  3. Abotoar o paletó: morrer
  4. Abrir mão de alguma coisa: renunciar alguma coisa
  5. Abrir o coração: desabafar, declarar-se sinceramente
  6. Abrir o jogo: denunciar ou revelar detalhes
  7. Abrir os olhos a alguém: alertar ou convencer alguém de alguma coisa
  8. Acabar em pizza: quando uma situação não resolvida acaba encerrada (especialmente em casos de corrupção, quando ninguém é punido)
  9. Acertar na lata: acertar com precisão, adivinhar de primeira
  10. Acertar na mosca: acertar com precisão, adivinhar de primeira
  11. Adoçar a boca: buscar conseguir um favor de alguém com elogios
  12. Agarrar com unhas e dentes: agir de forma extrema para não perder algo ou alguém
  13. Agora é que são elas: momento em que começa a dificuldade
  14. Água que passarinho não bebe: pinga ou bebida alcoólica
  15. Amarrar o burro: descansar ou se comprometer romanticamente com alguém
  16. Amigo da onça: amigo falso, interesseiro ou traidor
  17. Andar feito barata tonta: estar distraído
  18. Andar na linha: estar elegante ou agir corretamente
  19. Andar nas nuvens: estar distraído
  20. Ao deus dará: abandonado ou sem rumo
  21. Ao pé da letra: literalmente
  22. Aos trancos e barrancos: de forma desajeitada
  23. Armar um barraco: discutir ou brigar em público
  24. Armar-se até aos dentes: estar preparado para qualquer situação
  25. Arrancar cabelos: desesperar-se
  26. Arrastar as asas: insinuar-se romanticamente para alguém
  27. Arregaçar as mangas: começar uma atividade ou um trabalho com afinco
  28. Arrumar sarna para se coçar: procurar problemas
  29. Até debaixo d’água: em todas as circunstâncias
  30. Babar ovo: idolatrar alguém incondicionalmente
  31. Baixar a bola: acalmar-se ou ser mais comedido
  32. Banho de gato: lavar superficialmente as partes do corpo
  33. Banho de água fria: desiludir ou quebrar as expectativas de alguém
  34. Barata tonta: perdido, desorientado, sem saber o que fazer
  35. Barra pesada: situação difícil ou pessoa violenta
  36. Bate e volta: ir e voltar de um evento ou de um lugar rapidamente
  37. Bater as botas: morrer
  38. Bater na mesma tecla: insistir no mesmo assunto
  39. Bater papo: conversar informalmente
  40. Bode expiatório: aquele que leva a culpa no lugar de outro
  41. Bola para frente: expressão de encorajamento, para se seguir em frente mesmo frente a adversidades
  42. Bom de bico: galanteador ou alguém que tenta convencer os outros com conversa
  43. Botar a boca no trombone: revelar um segredo ou tornar algo público
  44. Botar o carro na frente dos bois: pular etapas de forma inapropriada, geralmente atrapalhando o andamento de uma situação
  45. Botar para quebrar: fazer algo com extrema intensidade, em geral em sentido positivo
  46. Briga de cachorro grande: embate entre grandes forças
  47. Cair a ficha: dar-se conta de algo ou entender um assunto tardiamente
  48. Cara de pau: descarado ou sem-vergonha
  49. Chutar o balde: agir irresponsavelmente em relação a um problema
  50. Chutar o pau da barraca: agir irresponsavelmente em relação a um problema
  51. Colocar melancia na cabeça: exibir-se ou querer chamar a atenção dos outros
  52. Comer cru e quente: ser apressado
  53. Comprar gato por lebre: ser enganado
  54. Conversa fiada: falar uma mentira ou inventar uma desculpa
  55. Cutucar a onça com vara curta: provocar alguém indevidamente
  56. Dar a volta por cima: recuperar-se
  57. Dar bola: insinuar-se romanticamente para alguém
  58. Dar com a cara na porta: receber um “não” como resposta ou procurar algo e não encontrar
  59. Dar com a língua nos dentes: dizer algo que não podia ter sido dito
  60. Dar mancada: cometer um deslize ou descumprir uma promessa
  61. Dar o braço a torcer: retomar uma decisão ou deixar o orgulho de lado
  62. Dar uma de João sem braço: fazer-se de desentendido
  63. Dar uma mãozinha: dar uma pequena ajuda
  64. De uma forma ou de outra: quando tem certeza que algo vai acontecer
  65. Deixar na mão: abandonar ou não ajudar
  66. Descascar o abacaxi: resolver um problema complicado
  67. Dormir no ponto: perder uma oportunidade
  68. Encher linguiça: enrolar ou preencher espaço com embromação
  69. Enfiar o pé na jaca: cometer excessos
  70. Engolir sapo: fazer algo contrariado, ser alvo de insultos ou acumular ressentimentos
  71. Entornar o caneco: beber muito
  72. Entrar numa fria: se dar mal
  73. Entrar pelo cano: se dar mal ou ficar encrencado
  74. Enxugar gelo: fazer um trabalho inútil
  75. Estar com a bola murcha: estar sem ânimo
  76. Estar com a cabeça nas nuvens: estar distraído
  77. Estar com a cabeça quente: estar muito irritado
  78. Estar com a corda no pescoço: estar ameaçado, sob pressão ou com problemas financeiros
  79. Estar com a corda toda: estar animado ou empolgado
  80. Estar com a faca e o queijo na mão: estar com poder ou condições para resolver algo
  81. Estar com a pulga atrás da orelha: estar desconfiado
  82. Estar com aperto no coração: estar angustiado
  83. Estar com dor de cotovelo: ter uma decepção amorosa
  84. Estar com um pé atrás: estar desconfiado
  85. Estar com o pé na cova: estar para morrer
  86. Estar com uma pedra no sapato: ter um problema por resolver
  87. Estar dando sopa: estar inadvertidamente vulnerável
  88. Estar de mãos abanando: não conseguir o que pretendia
  89. Estar de mãos atadas: não poder fazer nada
  90. Estar na aba de alguém: usar algo emprestado ou de graça
  91. Fazer boca de siri: manter segredo sobre algum assunto
  92. Fazer de olhos fechados: fazer com muita facilidade
  93. Fazer nas coxas: fazer sem cuidado
  94. Fazer tempestade em copo d’água: transformar uma banalidade em tragédia
  95. Fazer um negócio da China: aproveitar uma grande oportunidade
  96. Fazer vista grossa: fingir que não viu, relevar ou negligenciar
  97. Feito cego em tiroteio: desorientado ou perdido
  98. Ficar a ver navios: ficar sem nada ou sem coisa alguma
  99. Gritar a plenos pulmões: gritar com toda a força
  100. Ir catar coquinho: pedir para alguém ir fazer outra coisa ou para não se intrometer no assunto
  101. Ir desta para melhor: morrer
  102. Ir para o espaço: não funcionar, falhar ou dar errado
  103. Ir pentear macaco: pedir para alguém ir fazer outra coisa ou para não se intrometer no assunto
  104. Ir tomar banho: pedir para alguém ir fazer outra coisa ou para não se intrometer no assunto
  105. Jogado para escanteio: posto de lado, descartado ou ignorado
  106. Lavar a roupa suja: acertar as diferenças com alguém
  107. Lavar as mãos: não se envolver
  108. Levado da breca: pessoa difícil ou que faz coisas impensáveis
  109. Levantar com o pé esquerdo: ter um dia ruim
  110. Levar ferro: fracassar ou se dar mal
  111. Levar toco: ser dispensado romanticamente
  112. Levar um fora: ser dispensado ou desprezado romanticamente
  113. Mandar a ver: fazer algo com extrema intensidade, em geral em sentido positivo
  114. Matar a cobra e mostrar o pau: assumir um ato com fervor
  115. Meter o dedo na ferida: insistir em uma situação problemática
  116. Meter o rabo entre as pernas: submeter-se ou se acovardar
  117. Meter os pés pelas mãos: confundir-se no raciocínio ou agir com pressa ou desajeitadamente
  118. Mudar da água para o vinho: mudar totalmente ou radicalmente
  119. O gato comeu a língua: pessoa calada
  120. Onde Judas perdeu as botas: lugar muito distante
  121. Pagar o pato: ser responsabilizado por algo que não cometeu
  122. Pendurar as chuteiras: aposentar-se ou desistir
  123. Pensar na morte da bezerra: distrair-se
  124. Perder a linha: perder a educação ou a elegância
  125. Perder as estribeiras: desnortear-se
  126. Pirar na batatinha: pensar ou propor uma coisa improvável ou impossível de acontecer
  127. Pisar na bola: cometer um deslize
  128. Plantar bananeira: colocar-se de cabeça para baixo
  129. Procurar chifre em cabeça de cavalo: procurar significados ou imaginar problemas que não existem
  130. Procurar sarna para se coçar: envolver-se em problemas sem necessidade
  131. Procurar uma agulha num palheiro: tentar algo quase impossível
  132. Prometer mundos e fundos: fazer promessas exageradas
  133. Pôr as barbas de molho: precaver-se
  134. Pôr as cartas na mesa: expor os fatos
  135. Pôr minhoca na cabeça: criar ou refletir sobre problemas inexistentes
  136. Pôr mãos à obra: trabalhar com afinco
  137. Pôr os pingos nos “is”: esclarecer uma situação detalhadamente
  138. Puxar saco: idolatrar alguém incondicionalmente
  139. Quebrar o galho: improvisar ou dar uma solução precária
  140. Receber um balde de água fria: situação inesperada que transforma entusiasmo em desilusão
  141. Resolver um pepino: solucionar um problema
  142. Riscar do mapa: fazer desaparecer
  143. Segurar vela: acompanhar um casal ou ser o único solteiro numa roda de casais
  144. Sem eira nem beira: destituído de tudo
  145. Sem pés nem cabeça: sem lógica ou sem sentido
  146. Sentir dor de corno: sentir despeito amoroso
  147. Sentir dor de cotovelo: sentir inveja
  148. Ser um barbeiro: motorista descuidado
  149. Ser um chato de galocha: ser uma pessoa desagradável
  150. Ser um joão-ninguém: ser uma pessoa sem importância ou sem dinheiro
  151. Ser um maria-vai-com-as-outras: não ter personalidade própria ou deixar se influenciar facilmente pelos outros
  152. Ser uma mala sem alça: ser uma pessoa desagradável ou difícil de ser tolerada
  153. Ser uma mão na roda: ser prestativo
  154. Ser uma pedra no sapato: ser uma pessoa desagradável
  155. Soltar a franga: desinibir-se
  156. Subir pelas paredes: desesperar-se
  157. Tempestade em copo d’agua: dar importância muito grande a uma coisa muito pequena
  158. Tirar de letra: fazer algo com muita facilidade
  159. Tirar o cavalo (ou cavalinho) da chuva: desistir com relutância por motivo de força maior
  160. Tirar onda: brincar ou sacanear
  161. Tirar água do joelho: urinar
  162. Tomar um chega para lá: ser descartado
  163. Trocar alhos por bugalhos: confundir fatos
  164. Trocar as bolas: atrapalhar-se
  165. Trocar seis por meia dúzia: trocar uma coisa por outra que não vai fazer a menor diferença
  166. Uma mão lava a outra: trabalhar em equipe ou para o mesmo fim
  167. Viajar na maionese: não entender alguma coisa ou dizer um absurdo ou algo sem sentido
  168. Virar a casaca: mudar de ideia facilmente
  169. Voltar à vaca fria: retornar a um assunto inicial da discussão depois de uma divagação

Essas são algumas das expressões linguísticas mais usadas no português. Há, sim, centenas de outras, mas nem todas elas são tão conhecidas, já que são usadas em apenas algumas regiões do país.

Por isso, ao criar o seu conteúdo, é importante pensar se a frase será entendida por leitores que vivem fora dos nossos limites geográficos. Por exemplo: alguém que vive no sul do Brasil pode não fazer ideia do que é “quebrar a tripa gaiteira”. Por outro lado, boa parte dos nordestinos vai entender que essa expressão é o mesmo que gargalhar sem controle.

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