Você sabe o que é símile? Conheça essa figura de linguagem

Você sabe o que é símile? Conheça essa figura de linguagem

Se você tem o costume de escrever com frequência — seja redações, artigos teóricos, ficção ou para a web —, você bem sabe que essa é uma atividade que requer muito trabalho, afinal, organizar nosso pensamento de modo que ele fique claro não é nada simples, ainda mais se pensarmos que escrevemos para outras pessoas lerem.

Se você tem o costume de escrever com frequência — seja redações, artigos teóricos, ficção ou para a web —, você bem sabe que essa é uma atividade que requer muito trabalho, afinal, organizar nosso pensamento de modo que ele fique claro não é nada simples, ainda mais se pensarmos que escrevemos para outras pessoas lerem.

Para ajudar nessa comunicação, é interessante usar alguns recursos, como as chamadas figuras de linguagem, que são estratégias usadas para controlar o efeito de interpretação do texto.

No post de hoje, daremos ênfase a um tipo específico de figura de linguagem, explicando o que é símile. Vamos lá!

Definição de símile

Como a própria definição da palavra diz, símile é aquilo que é parecido. Ou seja, ela se refere à comparação de dois objetos distintos, mas que possuem características comuns que os aproxima, por semelhança.

A símile enquanto figura de linguagem

No âmbito da linguagem, a símile é considerada a figura de comparação explícita — uma vez que existem outros tipos que comparam também, como a metáfora e a analogia, por exemplo.

Contudo, a símile se apresenta como um recurso mais objetivo, e, para isso, o que caracteriza a símile e a difere das outras é o uso de conectivos para ressaltar a comparação que está sendo feita.

Conectivos de comparação

Para estabelecer esta relação de comparação, a símile pode ser estabelecida por meio da utilização de alguns conectivos. Veja alguns deles:

Como, quantoparecia, tal qual, feitoassim como, que nem, igual a

guia-pratico-de-portugues-e-gramatica

Confira os exemplos desses conectivos sendo usados em frases:

  • Os cabelos eram escuros como uma noite sem estrelas.
  • Pele tão branca quanto a neve.
  • A moça parada, parecia uma estátua.
  • A menina era delicada tal qual uma flor.
  • De alegria, a criança pulava feito um coelho.
  • Ele era bom assim como um santo.
  • Meu coração batia forte que nem um tambor.
  • A população sofria igual a uma criança que perde um brinquedo.

Uso da símile

As comparações explícitas podem ajudar a explicar melhor o seu argumento, de modo que ele passa a fazer parte do contexto e da realidade do leitor. Nesse ponto, conhecer bem para quem se escreve o texto é importante, para que a comparação tenha o seu objetivo alcançado. Dessa maneira, a comparação ajuda a dar clareza ao seu ponto de vista, aumentando a compreensão do que você quer dizer.

Pensando em uma situação prática: você escrever “Ler ensina como uma escola” o sentido de ensinar será reforçado, criando mais efeito do que se estiver escrito apenas “Ler ensina” — assim como será mais claro do que “Ler é uma escola”, que funciona como metáfora. Nesse caso, a comparação é subjetiva, ou seja, o leitor pode entender algo que quem escreveu não teve a intenção (suponhamos que, se o leitor não gosta da escola, ele pode interpretar que ler é uma coisa ruim).

Uma vez que a símile é mais objetiva, já que a comparação é explícita, ela é mais indicada para textos da web do que a metáfora, por exemplo, que é mais subjetiva. Essa objetividade da símile ajuda a deixar o tom do texto mais sério, além de auxiliar no papel de convencer o leitor daquilo que você que dizer.

Agora que você entendeu a símile e suas vantagens no texto, que tal conhecer mais sobre outras figuras de linguagem? Bons estudos e lembre-se de fazer o uso consciente das figuras de linguagem daqui pra frente!